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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Comunidade / Community


Comunidade

Comunidade, já não pode ser entendida somente como um conjunto de seres vivos inter-relacionados que habita um mesmo lugar.

Vejamos então algumas considerações acerca de Comunidade:

Do ponto de vista da ecologia, comunidade, é a totalidade dos organismos vivos que fazem parte de um mesmo ecossistema e interagem entre si.

Do ponto de vista da sociologia, comunidade, é um conjunto de pessoas com interesses mútuos que vivem no mesmo local e se organizam dentro dum conjunto de normas.

Por exemplo do ponto de vista da Sociologia:

“Os estudantes que vivem no mesmo dormitório formam uma comunidade, assim como as pessoas que vivem na mesma aldeia cidade ou no mesmo bairro”.

Historicamente:

Primeiramente considerada como uma totalidade, uma entidade substancial que F. Tönnies (1887) opôs à sociedade, a comunidade é hoje encarada como um conjunto de relações sociais complexas cuja natureza e orientações são examinadas em enquadramentos específicos: religioso, económico, científico, etc.

Aspectos políticos:

No seu início, o estudo de comunidades não esteve isento de segundas intenções políticas.

A intenção reformista é evidente, em França, em F. Le Play e os seus seguidores, que de uma maneira geral na Europa (Stahl 1939); não está totalmente ausente dos trabalhos efectuados por W. L. Warner e P. S. Lunt (1941-1959), depois por W. H. Whyte nos Estados Unidos da América, onde o desenvolvimento da análise psicossociológica foi também acompanhado da procura de um ideal de integração social.

Mas, quer se trate de unidades rurais ou urbanas, de aldeias ou de bairros, a sociologia das comunidades viu-se confrontada com diferentes problemas; primeiro, de definição:

Hillery catalogou perto de uma centena;

De método, também: dificuldade de observação/participação; e,

De referência teórica: nem as comunidades camponesas nem as comunidades familiares oferecem um modelo satisfatório para explicar todos os processos de participação, de institucionalização e de organização.

Várias opiniões a ter em conta:

Segundo Rappaport (1977), entende comunidade, como um grupo social que partilha características e interesses comuns percepcionados ou que se percepciona como distinto em alguns aspectos da sociedade em geral em que se está inserido.

Para Duham (1986), comunidade não se entende unicamente como lugar, mas como um processo interactivo.

Diez et al. (1996), referem nos seus estudos que para que exista uma comunidade é necessário que os seus membros possuam um sentimento de consciência partilhada de uma forma de vida, com referências comuns, ou seja, um grupo de pessoas com os quais se interage e que através destas relações, se proporcione uma sensação de estimulação e de acolhimento. O sentimento de pertença no tecido social com fortes laços, supõe por um lado a obtenção de apoio social e por outro a disposição de recursos com os quais pode minimizar os efeitos de situações de stress ao longo das suas vidas.

Concluímos então:

Segundo Ornelas uma comunidade competente pode ser definida como “uma comunidade que utiliza, desenvolve e obtém recursos” (Ornelas 2002, p. 10). A abordagem ideal a uma comunidade será o de realçar e incentivar as capacidades e qualidades dos indivíduos em vez de sobre-enfatizar os défices dos indivíduos ou da própria comunidade. Caso esta atitude não seja tomada, os sistemas sociais que se criam retiram a possibilidade dos sistemas naturais, como a vizinhança, as associações locais e os recursos já existentes na comunidade desempenharem um papel relevante na resolução dos problemas existentes. “Deveríamos fazer um esforço para compreender os mecanismos naturais utilizados pelas comunidades para promover a sua própria sustentabilidade, bem como a manutenção dos indivíduos que lhes pertencem” (Ornelas, 2002, p. 11). Este esforço implica a ideia de que os indivíduos são os peritos e não os sistemas, pelo que deveríamos encontrar aqueles que, na comunidade, resolvem os problemas e participam em actividades de melhoramento da comunidade.

Sarason (1972), sustenta que os membros são melhor servidos quando a comunidade providencia o desenvolvimento pessoal a todos os membros.

Deste modo a Comunidade é considerada neste artigo como o lugar de construção do saber psicológico comunitário e da operacionalização de técnicas psicológicas que sejam eficazes na construção desse saber.

Sílvio Monteiro, 02/2010

segunda-feira, 2 de junho de 2008

| Instituto Pré-Conferência de Parcerias Comuntárias |

No âmbito da 2.ª Conferência Internacional de Psicologia Comunitária decorrem, no Instituto de Psicologia Aplicada de Lisboa em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, uma série de Institutos Pré-Conferência com temáticas correntes em torno da Psicologia Comunitária. Para mais informações visite o site http://www.2iccp.com/

segunda-feira, 19 de maio de 2008

| Convite de Psicologia Comunitária |


O Autor, a Fim de Século – Edições e a Livraria Byblos Amoreiras
têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento do livro
PSICOLOGIA COMUNITÁRIA
JOSÉ ORNELAS
O livro será apresentado pela Dr.ª Isabel Leal
Sábado, 31 de Maio, às 18h
A sessão terá lugar na Livraria Byblos Amoreiras
Rua Carlos Alberto da Mota Pinto, 17, em Lisboa

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Áreas Temáticas - 2.ª Conferência Internacional






Salientamos as informações sobre os vários Institutos que terão lugar nos dias 2 e 3 de Junho de 2008, no âmbito da Conferência que terá lugar na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa – Portugal, de 4 a 6 de Junho de 2008.
Os Institutos planeados são espaços activos de actualização e gestão de conhecimentos em várias áreas temáticas, sendo moderados por líderes internacionais. São várias as áreas temáticas abrangidas pelos Institutos: Pesquisa Comunitária Colaborativa, Parcerias Comunitárias, Prevenção de Violência contra as Mulheres, Promoção do Bem-Estar e Recovery, Prevenção de Negligência e Abusos Sexuais de Crianças, Participação dos Jovens na Comunidade, Avaliação de Programas e Organizações Comunitárias e LGBT e Psicologia Comunitária.
As informações actualizadas sobre os vários Institutos estão disponíveisna página oficial da Conferência, www.2iccp.com, assim como apossibilidade de registo e posterior pagamento.

domingo, 13 de janeiro de 2008

2.ª Conferência Internacional de Psicologia Comunitária


Divulgação da Segunda Conferência Internacional de Psicologia Comunitária, organizada pelo ISPA.
É sem dúvida um evento marcante a nível Internacional nesta área e vai ser exactamente realizado aqui em Lisboa!
Para mais informações consultar o site www.2iccp.com